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1º de Maio 2019: ato unificado de centrais sindicais aprovam greve geral para 14 de junho


Diretores do Sindicomunitário-SP e companheiras do Sindfícios marcam presença no Ato Unificado das Centrais Sindicais no 1º de Maio 2019 no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo

O presidente do Sindicomunitário-SP, companheiro Jailson, juntamente com diversos diretores, esteve presente ontem, 1º de Maio (quarta-feira), em um histórico ato em comemoração ao Dia Mundial dos Trabalhadores. A manifestação aconteceu em diversos estados e cidades do Brasil. Na cidade de São Paulo, o ato ocorreu no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista, com início pontualmente às 10h, com encerramento por volta das 20h30.


Pela primeira vez, participaram de um ato unificado as maiores centrais sindicais do País: CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Intersindical, CSB, CGTB, Nova Central, CSP-Conlutas, além da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. Também estiveram presentes representantes de partidos de esquerda, como PT, PSOL e PSTU.


No evento, tanto em São Paulo como em outros estados, foi aprovada a realização de uma greve geral em todo País, que está marcada para ocorrer no dia 14 de junho próximo, uma sexta-feira. Clique AQUI para assistir um vídeo no Facebook no momento em que a greve geral foi aprovada pelos manifestantes.


Na ocasião, um abaixo assinado contra o projeto da reforma da Previdência foi passado entre os presentes com o objetivo de conseguir um milhão de assinaturas. As centrais prometem se mobilizar contra a votação do projeto na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, prevista para junho. O Sindicomunitário-SP já vem coletando assinaturas junto aos agentes comunitários e saúde (ACS) desde o dia 4 de abril, após participar de uma manifestação contra a reforma.


“Apesar dessa reunião histórica de trabalhadores e seus diferentes representantes em nível nacional, na verdade não há o que comemorar. A classe trabalhadora já vem sendo prejudicada antes mesmo do atual governo, com a reforma trabalhista do ex-presidente Michel Temer. Agora, o presidente Jair Bolsonaro aprofunda esse ataque aos trabalhadores com sua proposta de reforma da Previdência, além da Medida Provisória 873/19, que onera e fragiliza os sindicatos de trabalhadores de todo Brasil”, comenta o presidente do Sindicomunitário-SP, José Jailson.


O presidente do Sindicomunitário-SP, José Jailson, registra, em selfie, esse encontro histórico das centrais sindicais juntamente com a diretoria do sindicato.

Discurso unificado


Diversas categorias profissionais diferentes participaram do ato, que chegaram em caravanas desde as 9h. Metalúrgicos, condutores, trabalhadores dos Correios, bancários, petroleiros, químicos, professores, servidores públicos, aposentados, trabalhadores sem-terra e sem-teto eram alguns dos segmentos presentes, segundo o site da CSP-Conlutas.




Lideranças de diversas centrais sindicais revezaram-se no palco montado no Vale do Anhangabaú, com discursos unificados contra a reforma da Previdência, entre outras atitudes que ferem gravemente tanto os trabalhadores quanto seus representantes, os sindicatos de trabalhadores.


“A unidade se faz na luta constante e estaremos juntos até o fim para barrar a reforma da Previdência”, disse Miguel Torres, presidente da Força Sindical. “Sempre foi um sonho nosso (o ato unificado). Por mais divergência que a gente possa ter, a conjuntura nacional nos levou a este momento histórico”, concluiu o presidente da Força Sindical.


“O governo Bolsonaro diz que o Brasil precisa da reforma da Previdência. Isso é a maior fake news. O país precisa que o governo cobre os devedores do INSS, pare de parar a Dívida Pública e entregar dinheiro para banqueiros. Eles querem acabar com a aposentadoria, com o futuro dos nossos filhos, para entregar dinheiro para os bancos. Por isso, afirmamos, não tem negociação com essa reforma. Precisamos ampliar nossa mobilização e derrotar essa reforma na íntegra”, disse Luiz Carlos Prates (Mancha), membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.


“Está aprovado. O Brasil irá parar em defesa do direito à aposentadoria dos brasileiros e das brasileiras. A única forma de barrar essa reforma é fazer o enfrentamento nas ruas. É greve geral”, afirmou Vagner Freitas, presidente da CUT.

Adilson Araújo, presidente nacional da CTB, afirmou que “ou essa reforma para de tramitar ou paramos o Brasil”.


O deputado federal Paulinho da Força falou sobre a importância de reunir outras centrais sindicais. "A tentativa das centrais de fazer essa unificação é por causa do momento do Brasil e das dificuldades das centrais sindicais. As centrais resolveram pela primeira vez se reunir para um ato histórico e para convocar no dia 14 de junho uma greve. Do nosso ponto de vista esse dia vai nos dar força", disse.


"A comunidade internacional não quer mais recebê-lo. Ele é uma persona non grata no mundo inteiro. Em função dessa agenda de agressões gratuitas e sem resultado prático nenhum. Uma família desajustada, sem núcleo, filho brigando com pai, uma confusão. E, em vez de a gente enfrentar os desafios que são colocados... então, é uma situação muito complicada", disse o ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato à presidência da República pelo PT, Fernando Haddad.


Também subiram ao palco lideranças partidárias de esquerda como Gleisi Hoffmann (deputada federal e presidente nacional do PT), Guilherme Boulos (ex-candidato à presidência da República pelo PSOL e principal líder do MTST) e o vereador Eduardo Suplicy (vereador de São Paulo e ex-senador pelo PT).


Atrações


Novamente diversos artistas apoiaram a manifestação dos trabalhadores e agitaram os milhares presentes que lotaram o Vale do Anhangabaú durante todo o dia. Entre eles Leci Brandão, Simone e Simaria, Paula Fernandes, Toninho Geraes, Mistura Popular, Maiara e Maraísa, Kell Smith, Júlia e Rafaela e Ludmila.


A cantora Beth Carvalho, que faleceu na véspera (30/04, terça-feira), foi homenageada por vários oradores. Pouco antes das 15h, Leci Brandão subiu ao palco cantando ‘As Rosas não Falam’, sucesso de Cartola, que se tornou parte do repertório de Beth. "Vamos fazer uma resistência contra essa reforma maldosa", conclamou Leci. "Viva a democracia!", disparou.


Pelo Brasil


As manifestações do 1º de Maio, como todo ano, aconteceram em várias regiões do Brasil.


Em Alagoas, cerca de cinco mil pessoas protestaram na capital Maceió contra a reforma da Previdência e pelos direitos da classe trabalhadora, com apoio de movimentos sociais e sindicais. A manifestação foi no bairro Ponta Verde.


Em Salvador (BA), aconteceu o Ato Unificado da Classe Trabalhadora, às 14h, no Farol da Barra, ao som de muita música. Estavam previstas 14 horas de programação com a Banda Tambores de Búzios, Catadinho do Samba, Pisa Macio, seguido de ato político e se encerrando com Filomena Bagaceira. Já em Feira de Santana, o ato reuniu em comemoração ao Dia do Trabalhador e contra a reforma da Previdência reuniu a sociedade civil, militantes e movimentos sociais.


Em Fortaleza, capital do Ceará, o ato unificado das centrais sindicais começou às 15h, na Praia de Iracema. A concentração foi na Avenida Beira Mar, próximo ao espigão da Rui Barbosa.


Em Goiânia, capital de Goiás, os manifestantes, com apoio das centrais sindicais, se reuniram na Praça Cívica por volta das 14h. Em seguida, saíram em passeata até a Praça Universitária, onde foi realizado um ato político, seguido de atividades culturais.


Em Contagem, região metropolitana Belo Horizonte (capital de Minas Gerais), trabalhadores saíram em passeata pelas ruas da cidade contra a reforma da Previdência, proposta por Jair Bolsonaro.


Em Curitiba, capital do Paraná, os trabalhadores e as trabalhadoras participaram do 1º de Maio tendo como pauta principal a luta em defesa da aposentadoria e contra a reforma da Previdência. O dia foi marcado por uma missa seguida de caminhada.


No Rio de Janeiro, a manifestação teve início às 9h. Uma imensa faixa com foto do ex-presidente Lula foi estendida, pela Frente Única dos Petroleiros (FUP), nos Arcos da Lapa.


Já na Praça Mauá, foram montadas barracas para a coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência, além de outras atividades organizadas pelos sindicatos e movimentos populares.

(Com informações da FETEC-CUT/Centro Norte)


Pelo mundo


O 1º de maio é comemorado no mundo todo, das mais diversas maneiras e motivos, mas sempre tendo como foco a luta dos trabalhadores e, invariavelmente, por protestos políticos.


Na Europa, as atenções estavam concentradas na França, que atravessa uma onda de protestos há mais de cinco meses. Mais de 300 pessoas acabaram presas. Quarenta mil manifestantes liderados pelos sindicatos, e acompanhados de diversos grupos autônomos, como o dos coletes amarelos, foram às ruas pedir direitos e reclamar do governo.


Na Turquia, a polícia isolou a praça Taksim, em Istambul. O famoso centro de protestos da capital turca já foi palco de um massacre histórico no 1º de Maio de 1977. Nesta quarta, a polícia prendeu mais de cem pessoas.


Na Rússia, feriado e nostalgia. Bandeiras e cartazes levaram retratos dos antigos líderes soviéticos de volta à Praça Vermelha. E teve protesto contra o presidente Vladimir Putin. Mais de cem manifestantes foram presos.


Na Espanha, os sindicatos ocuparam o centro de Madri querendo pressionar o recém-reeleito governo socialista a revogar a reforma trabalhista adotada pelos conservadores. Eles pediram também mais proteção aos trabalhadores.

(Com informações do portal G1)


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LINKS RELACIONADOS

- Veja - Em ato unificado de 1º de maio, CUT e Força Sindical aprovam greve geral

https://veja.abril.com.br/economia/em-ato-unificado-de-1o-de-maio-cut-e-forca-sindical-aprovam-greve-geral/

- CUT - Greve geral no dia 14 de junho é aprovada pelos trabalhadores neste 1° de Maio

https://www.cut.org.br/noticias/greve-geral-no-dia-14-de-junho-e-aprovada-pelos-trabalhadores-neste-1-de-maio-b33a

- CSP Conlutas - Em ato que lotou Anhangabaú (SP), centrais anunciam Greve Geral no dia 14 de junho

http://cspconlutas.org.br/2019/05/em-ato-que-lotou-anhangabau-sp-centrais-anunciam-greve-geral-no-dia-14-de-junho/

- Força Sindical - Rejeição à reforma da Previdência marca 1º ato sindical unificado em SP

http://fsindical.org.br/imprensa/rejeicao-a-reforma-da-previdencia-marca-1o-ato-sindical-unificado-em-sp

- Jovem Pan - Em ato unificado de 1º de Maio, centrais sindicais aprovam greve geral para dia 14 de junho

https://jovempan.uol.com.br/programas/jornal-da-manha/em-ato-unificado-de-1o-de-maio-centrais-sindicais-aprovam-greve-geral-para-dia-14-de-junho.html

- Rede Brasil Atual (RBA) - Com 200 mil em SP, centrais defendem greve geral em 14 de junho e retirada de projeto

https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2019/05/com-200-mil-no-anhangabau-centrais-pedem-retirada-de-projeto

- G1 - Primeiro de Maio tem manifestações ao redor do mundo

https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/05/01/primeiro-de-maio-tem-manifestacoes-ao-redor-do-mundo.ghtml

- FETEC-CUT - 1º de Maio é marcado por protestos contra reforma da Previdência do governo

http://www.feteccn.com.br/noticia/1o-de-maio-e-marcado-por-protestos-contra-reforma-da-previdencia-do-governo/

© 2017 por David Paiva

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