• Assessoria de Comunicação

Sindicato intervém junto ao poder público contra demissão em massa de ACS



O presidente do Sindicomunitário, Jailson, acompanhado do assistente jurídico João Paulo Lemos, conversa com os vereadores Patrícia Bezerra e Gilberto Natalini, presidente e vice-presidente, respectivamente, da Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal e pede interferência no caso dos 39 ACS demitidos pela ASF.

Quase 40 agentes comunitários de saúde (ACS) de rua, que atuam na região da Cracolândia para dar assistência aos dependentes químicos, foram demitidos por sua empregadora, a Organização Social (OS) Associação Saúde da Família (ASF).

Ocorre que a ASF deixará de prestar serviços para a prefeitura de São Paulo e para a Secretaria Municipal de Saúde, por quem é contratada diretamente. Só que ainda não foi definida a nova parceira que dará continuidade nesse importantíssimo trabalho realizado na região da Cracolândia e, com isso, os 39 ACS dispensados não têm nenhuma garantia de emprego e seguem cumprindo aviso prévio.

Para tentar reverter essa triste situação, o Sindicomunitário-SP protocolou ofícios na Comissão de Saúde da Câmara Municipal de São Paulo, Conselho Municipal de Saúde de São Paulo e Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.

Além do documento, nosso presidente Jailson iria pedir, mais uma vez, o uso da palavra na tribuna em defesa desses valorosos companheiros e companheiras na sessão da Comissão Permanente de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher, que aconteceria hoje (07/03) na Câmara Municipal, o que acabou não acontecendo por falta de quórum.

Mesmo assim, o companheiro Jailson, juntamente com o assistente jurídico João Paulo Lemos, chegou a conversar com a presidente da Comissão, vereadora Patrícia Bezerra, e com o vice-presidente, vereador Gilberto Natalini, pedindo que intervissem, junto a Secretaria Municipal de Saúde, em nome desses 39 trabalhadores. Os parlamentares se sensibilizaram com a causa desses(as) companheiros(as) e prometeram levar o problema ao secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara.

Trabalho perdido?

Não se trata apenas da demissão de dezenas de profissionais que dependem desse trabalho para sustentar suas famílias, mas também da interrupção de um importante e delicado serviço público realizado numa situação e ambiente catastróficos.

Os ACS’s criaram um grande vínculo com essa população, no decorrer de anos de trabalho paciente e cuidadoso na prevenção, promoção e acompanhamento na saúde desses assistidos.

O principal argumento do Sindicomunitário-SP, em seu ofício, é “de já estarem inseridos no meio dessa população, ou seja, após anos tentando ganhar a confiança e auxiliar nas necessidades dessa população vulnerável e marginalizada, agora são pegos de surpresa por essa demissão”.


O assistente jurídico do Sindicomunitário, João Paulo Lemos, protocola demandas e solicitações da categoria junto à secretária Vera, da Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal.

Em resumo, trata-se da interrupção repentina de um trabalho que levou anos para ser consolidado em prol da saúde pública e que também auxilia na questão da segurança pública, uma vez que esses dependentes químicos acabam na marginalidade e muitos partem para a criminalidade. Assim, o trabalho dos ACS de rua contribui muito para a diminuição desses fatores.

Agora é aguardar as respostas da prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde sobre a situação dessas companheiras e companheiros, bem como o que será feito com as centenas de doentes e dependentes químicos que nossa categoria vinha tentando ajudar, orientar, prevenir doenças e agravamento da situação.

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© 2017 por David Paiva

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