• Assessoria de Comunicação

Diretores pedem intervenção no CMS sobre demissão em massa



Numa sala lotada, dezenas de pessoas, entre autoridades, representantes de movimentos sociais e interessados acompanhavam a reunião do CMS.

Já são mais de 40 agentes comunitários de saúde (ACS) de rua, que atuam na região da Cracolândia para dar assistência aos dependentes químicos, que foram demitidos por sua empregadora, a Organização Social (OS) Associação Saúde da Família (ASF).

Ocorre que a ASF deixará de prestar serviços para a prefeitura de São Paulo e para a Secretaria Municipal de Saúde, por quem é contratada diretamente. Só que ainda não foi definida a nova parceira que dará continuidade nesse importantíssimo trabalho realizado na região da Cracolândia e, com isso, esses mais de 40 ACS dispensados não têm nenhuma garantia de emprego e seguem cumprindo aviso prévio.

Para tentar reverter essa triste situação, o Sindicomunitário-SP protocolou ofícios na Comissão de Saúde da Câmara Municipal de São Paulo, Conselho Municipal de Saúde de São Paulo (CMS) e Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS).


Valmir Aparecido protocola ofício junto ao secretário geral do CMS, Julio Cezar Caruzzo.

O ofício para o CMS foi protocolado na tarde do mesmo dia, 07/03 (quarta-feira), em que o mesmo documento foi protocolado junto a secretaria da Comissão Permanente de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher da Câmara Municipal de São Paulo.

Após a sessão ordinária da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, que acabou não acontecendo por falta de quórum, o nosso presidente Jailson, acompanhado do secretário geral João Paulo de Souza, do 1º secretário geral Valmir Aparecido, e da companheira Mel, representante sindical da região Centro, dirigiu-se à reunião do Conselho Municipal de Saúde.

Nossos companheiros acompanharam a reunião e protocolaram um ofício (nº 008/2018) junto ao secretário geral do CMS, Julio Cezar Caruzzo, solicitando o apoio daquele órgão para tentar reverter essa triste situação.

Trabalho perdido?

Não se trata apenas da demissão de dezenas de profissionais que dependem desse trabalho para sustentar suas famílias, mas também da interrupção de um importante e delicado serviço público realizado numa situação e ambiente catastróficos.

Os ACS’s criaram um grande vínculo com essa população, no decorrer de anos de trabalho paciente e cuidadoso na prevenção, promoção e acompanhamento na saúde desses assistidos.


O presidente Jailson acompanha a reunião do CMS entre Valmir Aparecido e Mel.

O principal argumento do Sindicomunitário-SP, no ofício, é que “grande parte desses agentes já detêm a confiança dessa população e sempre que há necessidade auxiliam na conversação entre essa população e os órgãos públicos da nossa cidade (...)”.

Em resumo, trata-se da interrupção repentina de um trabalho que levou anos para ser consolidado em prol da saúde pública e que também auxilia na questão da segurança pública, uma vez que esses dependentes químicos acabam na marginalidade e muitos partem para a criminalidade. Assim, o trabalho dos ACS de rua contribui muito para a diminuição desses fatores.


Os companheiros João Paulo de Souza e Valmir Aparecido levaram um faixa denunciando a arbitrariedade e o descaso da ASF.

Agora é aguardar as respostas da prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde sobre a situação dessas companheiras e companheiros, bem como o que será feito com as centenas de doentes e dependentes químicos que nossa categoria vinha tentando ajudar, orientar, prevenir doenças e agravamento da situação.

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© 2017 por David Paiva

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